O Leitor

go O Leitor

Este texto irá ten­tar pas­sar des­per­ce­bido pela cas­cata tem­po­ral de noti­fi­ca­ção de impul­sos.
Flui apres­sa­da­mente, ten­tando não ser notado.
Embora des­pido de emo­ções, quando ele é lido e assi­mi­lado revela as cruéis inten­ções do seu lei­tor.
Um sen­ti­mento de culpa invade o seu corpo. O texto arca com as cul­pas, é a sua fun­ção.
O des­con­forto é ali­vi­ado queimando-o até se redu­zir a cin­zas.
A com­bus­tão é célere. No entanto, à medida que se des­va­ne­cem as der­ra­dei­ras laba­re­das, um sor­riso per­verso pre­en­che já por com­pleto a face do leitor.

Acordo.

Lá fora, cen­te­nas de pes­soas inte­ra­gem, absor­tas numa amena cava­queira onde inte­rac­ções soci­ais são lubri­fi­ca­das com álcool.
Ainda não acor­dei do tor­por do recém-despertar e a cefa­leia vai-me dila­ce­rando aos pou­cos.
Sinto que a qual­quer momento os vul­tos pode­rão arrom­bar a porta da minha casa, emer­gindo em unís­sono: “Por­que nos olhas assim em pânico, não que­rias tu vir até nós?”

Digo-te quem sou quando des­per­tar
Sinto-me nos­tál­gico…

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