Parecer à Edição do Hino da Universidade do Minho

O Coro Académico da Universidade do Minho decidiu levar a cabo um projecto que culminou na Edição do Hino da Universidade do Minho. Desde já, aproveito para endereçar tanto os meus melhores bem como os meus segundos melhores cumprimentos a toda a equipa envolvida nesta iniciativa. Se por acaso possuírem internet podem folhear e contemplar esta edição, em seu formato virtual, no respectivo site. Aliás, aconselho vivamente que o façam, pois folhear é uma actividade deveras gratificante, e contemplar é bastante edificante.

Na secção Textos de Apresentação da obra constam pareceres de figures ilustres, menos ilustres, e nada ilustres (o meu caso). Transcrevo então o texto que lá consta da minha autoria, para gáudio bem moderado de vossas excelências.

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Estou perante a Edição do Hino da Universidade do Minho. O melhor elogio eu que posso fazer a este singular objecto é de que se trata de um livro (poderia ser, por exemplo, um alfinete, mas cuja utilidade é inferior a um livro, tanto em termos funcionais como decorativos, ou até como arma de arremesso). Que mais posso eu dizer relativamente a este produto literário?

Ora vejamos. Abri o livro e tacteei. O papel desta edição do hino da universidade é de altíssima qualidade, pelo que decidi levá-la a sério. A obra contém inúmeros e variados prefácios. Estes diversos prismas são valiosos pois ajudam a contextualizar a génese do hino e a perceber a sua importância. Além disso, os prefácios são o equivalente literário aos preliminares, pelo que quando finalmente concluí a sua leitura e passei para a secção musical do livro estava já bastante empolgado.

Mas foi logo quando comecei a prescrutar a partitura da versão coral que surgiu a primeira ressalva. À medida que tentava trautear as linhas melódicas dos diversos naipes, apercebi-me que o meu registo de voz grave esbarrava com a necessidade de trepar às íngremes notas dos naipes das sopranos e contraltos. Vi que, sozinho, jamais conseguiria ler esta pauta como deve ser. Felizmente, na altura eu seguia no comboio e a meu lado estavam duas senhoras que se aperceberam do meu impasse. Imediatamente se voluntariaram para me auxiliar na leitura. Em boa hora o fizeram, diga-se de passagem.

Timidamente, começamos os três a trautear. A pouco e pouco, a substância musical contida naquelas páginas começou a materializar-se e a ganhar forma. Entretanto chegou o revisor do comboio e também deu uma ajuda, complementando o espontaneamente formado trio, agora quarteto, com a sua voz de tenor. Naquela atmosfera, a riqueza musical contida na orquestração de Fernando Lapa e a beleza do poema de José Manuel Mendes ganharam vida. Foi, sem dúvida, um serão bem passado.

Ah,  com aquela agitação toda acabei por me distrair e quando dei por ela tinham já passado 10 paragens relativamente ao meu destino.

José Durães
Membro do Coro Académico da Universidade do Minho
Email de 29 de Abril de 2001 ao Maestro Rui Paulo Teixeira

22 de Agosto de 2011

2 responses to Parecer à Edição do Hino da Universidade do Minho

  1. deus said:

    O meu gáudio estava a ser bem moderado mas atingiu um ponto máximo aquando da comparação dos prefácios com os preliminares.

    Fora isso, devo constatar que o dito cujo site parece ter conteúdo, o que nem sempre costuma acontecer. Só não funciona muito bem a visualização do livro, que parece estar engraçado (mas só moderadamente).

    • José Durães said:

      Relativamente à navegação pelo livro concordo, realmente ainda não está perfeita. Espero que apurem a mesma em lume brando, de forma a elevar o gáudio proporcionado pela experiência.

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