Parecer à Edição do Hino da Universidade do Minho

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O Coro Aca­dé­mico da Uni­ver­si­dade do Minho deci­diu levar a cabo um pro­jecto que cul­mi­nou na Edi­ção do Hino da Uni­ver­si­dade do Minho. Desde já, apro­veito para ende­re­çar tanto os meus melho­res bem como os meus segun­dos melho­res cum­pri­men­tos a toda a equipa envol­vida nesta ini­ci­a­tiva. Se por acaso pos­suí­rem inter­net podem folhear e con­tem­plar esta edi­ção, em seu for­mato vir­tual, no res­pec­tivo site. Aliás, acon­se­lho viva­mente que o façam, pois folhear é uma acti­vi­dade deve­ras gra­ti­fi­cante, e con­tem­plar é bas­tante edificante.

Na sec­ção Tex­tos de Apre­sen­ta­ção da obra cons­tam pare­ce­res de figu­res ilus­tres, menos ilus­tres, e nada ilus­tres (o meu caso). Trans­crevo então o texto que lá consta da minha auto­ria, para gáu­dio bem mode­rado de vos­sas excelências.

***

Estou perante a Edi­ção do Hino da Uni­ver­si­dade do Minho. O melhor elo­gio eu que posso fazer a este sin­gu­lar objecto é de que se trata de um livro (pode­ria ser, por exem­plo, um alfi­nete, mas cuja uti­li­dade é infe­rior a um livro, tanto em ter­mos fun­ci­o­nais como deco­ra­ti­vos, ou até como arma de arre­messo). Que mais posso eu dizer rela­ti­va­mente a este pro­duto literário?

Ora veja­mos. Abri o livro e tac­teei. O papel desta edi­ção do hino da uni­ver­si­dade é de altís­sima qua­li­dade, pelo que decidi levá-la a sério. A obra con­tém inú­me­ros e vari­a­dos pre­fá­cios. Estes diver­sos pris­mas são vali­o­sos pois aju­dam a con­tex­tu­a­li­zar a génese do hino e a per­ce­ber a sua impor­tân­cia. Além disso, os pre­fá­cios são o equi­va­lente lite­rá­rio aos pre­li­mi­na­res, pelo que quando final­mente con­cluí a sua lei­tura e pas­sei para a sec­ção musi­cal do livro estava já bas­tante empolgado.

Mas foi logo quando come­cei a pres­cru­tar a par­ti­tura da ver­são coral que sur­giu a pri­meira res­salva. À medida que ten­tava trau­tear as linhas meló­di­cas dos diver­sos nai­pes, apercebi-me que o meu registo de voz grave esbar­rava com a neces­si­dade de tre­par às íngre­mes notas dos nai­pes das sopra­nos e con­tral­tos. Vi que, sozi­nho, jamais con­se­gui­ria ler esta pauta como deve ser. Feliz­mente, na altura eu seguia no com­boio e a meu lado esta­vam duas senho­ras que se aper­ce­be­ram do meu impasse. Ime­di­a­ta­mente se volun­ta­ri­a­ram para me auxi­liar na lei­tura. Em boa hora o fize­ram, diga-se de passagem.

Timi­da­mente, come­ça­mos os três a trau­tear. A pouco e pouco, a subs­tân­cia musi­cal con­tida naque­las pági­nas come­çou a materializar-se e a ganhar forma. Entre­tanto che­gou o revi­sor do com­boio e tam­bém deu uma ajuda, com­ple­men­tando o espon­ta­ne­a­mente for­mado trio, agora quar­teto, com a sua voz de tenor. Naquela atmos­fera, a riqueza musi­cal con­tida na orques­tra­ção de Fer­nando Lapa e a beleza do poema de José Manuel Men­des ganha­ram vida. Foi, sem dúvida, um serão bem passado.

Ah,  com aquela agi­ta­ção toda aca­bei por me dis­trair e quando dei por ela tinham já pas­sado 10 para­gens rela­ti­va­mente ao meu destino.

José Durães
Mem­bro do Coro Aca­dé­mico da Uni­ver­si­dade do Minho
Email de 29 de Abril de 2001 ao Maes­tro Rui Paulo Teixeira

Pro­curo senhora de meia-idade para rela­ci­o­na­mento sério
Como pro­ce­der a um sau­dá­vel inter­câm­bio de insul­tos

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2 Comentários

  • deus

    O meu gáu­dio estava a ser bem mode­rado mas atin­giu um ponto máximo aquando da com­pa­ra­ção dos pre­fá­cios com os preliminares.

    Fora isso, devo cons­ta­tar que o dito cujo site parece ter con­teúdo, o que nem sem­pre cos­tuma acon­te­cer. Só não fun­ci­ona muito bem a visu­a­li­za­ção do livro, que parece estar engra­çado (mas só moderadamente).

    08/22/11 – 23:50

  • José Durães

    Rela­ti­va­mente à nave­ga­ção pelo livro con­cordo, real­mente ainda não está per­feita. Espero que apu­rem a mesma em lume brando, de forma a ele­var o gáu­dio pro­por­ci­o­nado pela experiência.

    08/22/11 – 21:39

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