Pseudo-crítica de cinema: Avatar

“Avatar” é o mais caro produto de entretenimento alguma vez feito que ousaram classificar de filme.

Tinha ouvido dizer que este era um projecto antigo de James Cameron, estando o argumento na gaveta há imenso tempo. Depois de ter visto o filme e ter atentado à qualidade dos diálogos, fiquei surpreendido por ser tão antigo. Não sabia que Cameron o tinha escrito em 1959, ainda com 5 anos de idade.

Passemos à parte técnica do filme: Em termos de imagem são utilizados 30 fps (frames por segundo) e 45 cps (clichés por segundo). Quanto à qualidade do aspecto visual, tenho de dar o braço a torcer (e dou de bom grado, ver o filme foi bem mais doloroso em comparação). A tecnologia 3D resulta extremamente bem e nota-se que houve ali uma atenção extremamente picuinhas (no bom sentido) aos detalhes.

Para concluir, não sei se mais alguém reparou nisto, mas o filme “Avatar” foi sem dúvida beber influências à “Floribella”, nomeadamente na parte em que o Jake vai falar com a árvore mãe.

14 de Janeiro de 2010

6 responses to Pseudo-crítica de cinema: Avatar

  1. Carbono said:

    É verdade, influências de Floribella e Pocahontas. Civilizados invadem terras de nativos, nativos não adoram isso, civilizado conhece nativa, apaixona-se e "pinta com quantas cores o vento tem"..

  2. José Durães said:

    Foi bocejo atrás de bocejo. Há coisas que a tecnologia não consegue disfarçar.

  3. Evandro said:

    O personagem principal foi o mais antipático que já vi em todos os filmes. Ninguem gostava dele, todos o desprezavam, e ele fazia de fato tudo errado, sem demostrar heroísmo algum nem carisma. Não é só isso. Todos os personagens apresentaram diálogos e atitudes extremamente infantis, todos com personalidades asperamente superficiais, todos sem carisma…sem vida. Não consigo entender o porquê de se gastar milhões de dólares pra fazer um filme totalmente sem nenhum atrativo humano…sem nenhum carisma, sem diálogos inteligentes…sem atitudes inteligentes…o roteiro foi cuspido…
    Fiquei realmente de mal-humor no cinema de ver um filme tão lindo graficamente, mas ao mesmo tempo ter sido tão sem-graça…a história não era nada envolvente. Complementando: em todo filme que gostei(e são centenas) há identificação com o personagem principal…nós desejamos ser ele. Em Avatar não há isso. E essa foi a coisa mais significativa que tornou o filme ridículo, em minha opinião.
    E aquela história dos humanos serem os "malvadões" foi ridicularmente infantil. Assistam este último filme de Jornada nas Estrelas pra identificarem o que é filme com personagens carismáticos. Se avatar tivesse tido personagens carismáticos, diálogos e enredo inteligentes, eu teria adorado o filme.

  4. Eu gostei muito do filme crl!!
    E passei o filme a dizer “Que bonito!”, e não a bocejar.
    Isso foi na Alice.
    Este, ainda que com a história da Pocahontas, tem profundidade se a procurarem… e está… muito bonito.

  5. José Durães said:

    Diana, eu bem tentei, mas confesso que a única profundidade que encontrei foi a sensação de profundidade transmitida pelo “3D”. E estava a usar dois pares de óculos, ainda por cima! 😉

  6. Eu também!! 🙂
    (é tãaaoo ridículo!)

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