Sinto-me nostálgico…

6858fc2a6205d4a0e0637c2a13d8bb27bf7414d9 m Sinto me nostálgico...

… Por­tanto parece-me ser uma boa altura para repes­car dois tex­tos do meu ante­rior blog, “Memó­rias de um Peixe”. Ah, que tro­ca­di­lho tão diver­tido que eu fiz agora. Para quem nunca ouviu falar desse pro­jecto, aqui ficam algu­mas opi­niões pos­si­vel­mente inven­das por mim e reco­lhi­das junto de lei­to­res hipo­té­ti­cos desse tal blog.

“Genial, genial genial! Sim­ples­mente sober­bos! Adoro cacau­e­tes. Mas quer saber a minha opi­nião sobre esse blog? Não sei, nunca ouvi falar.” — Espe­ci­a­lista em cacauetes

“Só li as qua­tro pri­mei­ras pala­vras, con­tando com o título, mas pareceu-me ser um iní­cio bem aus­pi­ci­oso. O blog pro­mete.” — Ávido leitor

“Pára de per­der tempo. Larga isso e anda para a mesa!” — A minha mãe

Espero que tenham ficado elu­ci­da­dos. De qual­quer forma, e sem mais delon­gas, cá vão dois tre­chos lite­rá­rios que hoje cons­ti­tuem refe­rên­cias fácil­mente con­tor­ná­veis da blo­gos­fera nacional.

 


Um Herói um pouco mais que razoável

Conhe­cido por “cabeça de porco” entre os ami­gos e temido pelos seus ini­mi­gos, Osvaldo era um homem que habi­tava o rés-do-chão de um pré­dio de 18 anda­res, tendo uma vista pri­ve­li­gi­ada para as pedras da calçada.

Cos­tu­mava vaguear pela cidade, obser­vando o colapso de uma soci­e­dade amorfa e indi­vi­du­a­lista, e era nes­sas altu­ras que cos­tu­mava pen­sar: “Está frio”. Ape­sar de não pare­cer, Osvaldo era um homem sim­ples, que apre­ci­a­ria as coi­sas boas da vida se tivesse dinheiro para as adqui­rir. Tinha uma rotina extre­ma­mente chata: de manhã acu­dia a pes­soas em apu­ros, de tarde acu­dia a pes­soas em apu­ros e à noite acu­dia a pes­soas em apu­ros, excepto às ter­ças, que era noite de bingo. Além disso Osvaldo con­su­mia estupefacientes.

Este cock­tail de heroína e altruísmo con­du­ziu a um heroísmo sem pre­ce­den­tes que o tor­na­ria no pri­meiro herói um pouco mais que razoá­vel do seu bairro. Uti­li­zando os seus pode­res de visão noc­turna e de memó­ria foto­grá­fica, excepto quando se esque­cia da máquina, come­tia todo o tipo de pro­e­zas em nome da lei e da justiça.

As suas faça­nhas em breve che­ga­riam aos ouvi­dos da indús­tria cine­ma­to­grá­fica de Hollywood, que acha­ram que aquilo real­mente não daria grande filme. Osvaldo entrou em depres­são e pen­sou em desis­tir de ser herói.

Mas ser herói era mais do que uma res­pon­sa­bi­li­dade, era mais do que uma forma de ser, uma forma de estar, era tam­bém usar um fato azul bébé e uma capa magenta jun­ta­mente com um capa­cete ama­relo flu­o­res­cente. O que era sem dúvida ridí­culo: os heróis não neces­si­tam de capa.


O melhor poema alguma vez con­ce­bido de entre todos aque­les que incluem a expres­são “banda gástrica”

Ali vai Simone, vítima de mani­pu­la­ção genética,

Agora pos­sui qua­tro per­nas e é bas­tante epi­lé­tica.
É prima direita do mons­tro de loch ness,
Mas quem um mons­tro ama ape­nas muito feio lhe parece.
Simone enche a sala com a sua pre­sença enome e caris­má­tica,
Já não come à bruta por causa da banda gás­trica.
Con­sigo ve-la na tota­li­dade gra­ças à minha visão peri­fé­rica,
Riva­liza em tama­nho com a costa Ibé­rica.
Usa ver­ná­culo e esca­to­lo­gia, mas é uma senhora com classe,
Quando quer man­dar alguém à merda res­peita a sintaxe.

O Lei­tor
Venho-vos falar sobre pão

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2 Comentários

  • tiago

    cama­rada grande blog, Gos­tei muito do pri­meiro texto. Leio um por dia…lol
    Con­ti­nua a escre­ver. E que tal um texto sobre o porquê de o Papa ter vindo a Por­tu­gal no ano em que o Ben­fica foi campeão.lol
    grande abraço

    04/30/10 – 22:15

  • José Durães

    Ora viva Tiago!
    A vinda do papa a Por­tu­gal num ano de con­quis­tas fute­bo­lís­ti­cas do clube de encar­nado, que reúne o maior número de adep­tos em ter­ri­tó­rio naci­o­nal, prende-se com a neces­si­dade de man­ter o povo entre­tido. E por­que estava mais do que visto que o papa do clube do norte só pode­ria ser des­tro­nado por outro papa.
    Espero que con­ti­nues ávido lei­tor deste blog,
    Abraço

    04/30/10 – 15:34

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