Tudo o que você nunca quis saber sobre “como falar em público”

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A sim­ples ante­ci­pa­ção do acto de falar em público é algo que, para muita gente, é deve­ras desa­gra­dá­vel, che­gando inclu­sivé a arre­liar atra­vés da esti­mu­la­ção da fun­ção excre­tora. Feliz­mente, tenho uma vasta expe­ri­ên­cia no que toca a falar em público, mesmo em situ­a­ções nas quais o público ao qual me dirigo é imaginário.

Mesmo que o dito público ima­gi­ná­rio arqui­tec­tado pela minha ima­gi­na­ção nem sem­pre tenha sido favo­rá­vel aos meus dis­cur­sos, che­gando a apupar-me de forma hos­til por diver­sas oca­siões, aprendi imenso com essas situ­a­ções. Sinto-me então numa posi­ção pri­ve­li­gi­ada para dis­cor­rer sobre o assunto. Cá vão alguns conselhos.

1. Come­çar o dis­curso com uma piada. Nada melhor do que o humor para cati­var uma audi­ên­cia. Se se tra­tar de uma gra­çola poten­ci­al­mente ofen­siva e que possa ferir as sus­cep­ti­bi­li­da­des de uma deter­mi­nada raça, per­gun­tar de ante­mão se existe alguém na sala per­ten­cente à raça em ques­tão, para ter a cer­teza de que o público alvo da piada tam­bém é alcançado.

2. Fazer cita­ções da bíblia, do corão, das cró­ni­cas de xenu e dos livros do senhor dos anéis, para ape­lar a todas as audiências.

3. Inven­tar uma his­tó­ria de vida que inclua uma infân­cia pobre numa casa de zero asso­a­lha­das junto a uma linha fér­rea, tendo de coa­bi­tar com 25 irmãos e con­tando com uma ove­lha como única forma de subsistência.

4. Dei­xar cres­cer a barba. Afagá-la repe­ti­da­mente com a palma da mão sem­pre que se queira trans­mi­tir um ar pon­de­rado e intros­pec­tivo (Nota: a efi­cá­cia da uti­li­za­ção desta téc­nica por parte de mulhe­res nunca foi testada).

5. A nível da indu­men­tá­ria, no caso do homem, é acei­tá­vel usar fato e gra­vata, desde que con­ju­ga­dos com san­dá­lias ou chi­ne­los. As pes­soas não gos­tam de indi­ví­duos que se levem dema­si­ado a sério. No caso da mulher, se a esco­lha da indu­men­tá­ria se reve­lar acer­tada, o dis­curso pode até ser pas­sado para segundo plano.

6. Insul­tar a audi­ên­cia logo no iní­cio, fazendo dimi­nuir gra­du­al­mente a inten­si­dade e a gra­vi­dade dos insul­tos ao longo do dis­curso. Desta forma, o ora­dor demons­tra que, gra­ças à eru­di­ção con­tida nas suas pala­vras, está a inver­ter o pro­cesso de estu­pi­di­fi­ca­ção natu­ral do ser humano, ilu­mi­nando o público com conhe­ci­mento e tornando-o gra­du­al­mente menos imbecil.

7. Sem­pre que qui­ser ten­tar jus­ti­fi­car um ponto cien­tí­fico con­tro­verso, total­mente aldra­bado e para o qual não exista o mínimo fun­da­mento, ini­ciar a frase com “Uma equipa de inves­ti­ga­do­res japo­ne­ses com­pro­vou que”.

8. Beber água com abun­dân­cia, de pre­fe­rên­cia a meio de uma frase, dando goles pro­lon­ga­dos de forma a que o público fique sus­penso nas nos­sas afirmações.

9. Ser dinâ­mico. Pro­mo­ver a inte­ra­ção com o público e cer­ti­fi­car que este se man­tém sem­pre inte­res­sado na apre­sen­ta­ção que está a decor­rer e de olhos pos­tos no ora­dor. Como? Cá vai uma téc­nica infa­lí­vel: dese­nhar um pénis na testa.

Uma extin­ção com final feliz
Em caso de emer­gên­cia

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4 Comentários

  • dragonball

    Gosto! XD

    01/19/11 – 18:06

  • dragonball

    Ehh os comen­tá­rios aqui são mode­ra­dos! Não há demo­cra­cia! És a PIDE do wordpress!

    01/19/11 – 18:07

  • José Durães

    C’oa breca, tens toda a razão, caro dra­gon­ball! Já ajus­tei as defi­ni­ções, agora basta ter um comen­tá­rio pre­vi­a­mente apro­vado para poder comen­tar sem pedir licença (seja ela de caça, ou de porte de arma).

    01/19/11 – 18:15

  • aderitomontes

    Não é facil falar em puplico ‚as fra­ses que estão inte­o­ri­za­a­das para repre­sen­tar esques­sem ‚é pre­ciso muita pra­tica . ter muita tanquilidade .

    01/19/11 – 12:26

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