Uma extinção com final feliz

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Hoje é segunda-feira. Não vis­lum­bro dia mais apro­pri­ado do que este para nar­rar uma his­tó­ria que tem como pro­ta­go­nista uma tar­ta­ruga gigante das ilhas Galá­pa­gos, per­ten­cente à sub-espécie Geo­che­lone nigra abing­doni. “George Soli­tá­rio” é assim conhe­cido por­que em garoto nunca brin­cava com as res­tan­tes tar­ta­ru­gas no recreio, optando ao invés disso por se reco­lher na sua cara­paça. A sua desig­na­ção advém igual­mente do facto de ser o último ele­mento vivo da sua espé­cie. Como tal, está em vias de clau­di­car sem dei­xar prole que asse­gure a con­ti­nui­dade da mesma.

Esta é uma daque­las situ­a­ções em que os cien­tis­tas lar­gam a bata e ten­tam uma abor­da­gem dife­rente. Micros­có­pios, espec­tó­me­tros de massa e cen­tri­fu­ga­do­ras dão lugar a velas de incenso, música da Sha­kira e pau de cabinda, ele­men­tos com com os quais ten­tam esti­mu­lar a libido de um cre­tá­ceo. O inte­resse na repro­du­ção deste ser justifica-se, por um lado, com o facto de os cien­tis­tas esta­rem inte­res­sa­dos em pre­ser­var, ainda que arti­fi­ci­al­mente, a diver­si­dade do reino ani­mal. Por outro lado, a expli­ca­ção mais lógica para isto é que os cien­tis­tas pos­suem feti­ches bizarros.

Reu­ni­ram então várias fémeas de uma sub-espécie seme­lhante, com­pa­tí­vel tanto a nível sexual como emo­ci­o­nal, que ime­di­a­ta­mente se agar­ra­ram à cara­paça de George. Infor­ma­ram então o bicho de que iria par­ti­ci­par numa expe­ri­ên­cia cien­tí­fica her­pe­tó­loga com vista ao estudo de téc­ni­cas de trans­mis­são gené­tica por via de inter­câm­bio de micro-climas num cená­rio de ausên­cia de dis­puta por recur­sos. Posto isto, pedi­ram a George que tivesse imenso sexo des­pro­te­gido com o seu harém.
Os dados da expe­ri­ên­cia têm sido regis­ta­dos aten­ta­mente. Exis­tem vários parâ­me­tros e fór­mu­las que envol­vem del­tas, lamb­das e trans­for­ma­das de four­rier. Quanto ao desem­pe­nho de George, a métrica esco­lhida para o clas­si­fi­car foi o for­ro­bodó por minuto (fró/min).

Uma his­tó­ria em que quase sucede alguma coisa
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10 Comentários

  • Pirata

    Qual foi o resul­tado dos fro/min? :D

    01/24/11 – 16:36

  • José Durães

    Não te sei dizer ao certo, mas posso-te garan­tir que o George ficou muito satis­feito com o resultado.

    01/24/11 – 16:39

  • Pirata

    Nice! :D

    01/24/11 – 16:54

  • Pedro

    Estás pedrado?

    01/24/11 – 19:35

  • José Durães

    O ele­fante roxo está-me a dizer que não. Mas porquê, isso expli­ca­ria alguma coisa?

    01/24/11 – 19:57

  • Pedro

    Mas porquê roxo? O bicho está-se a sen­tir mal?

    01/24/11 – 20:56

  • José Durães

    Não. Diz que já nas­ceu assim.

    01/24/11 – 1:17

  • Cláudia M.

    Eu acho que ele andou a fumar uns cogu­me­los. xD

    01/24/11 – 0:25

  • Pedro

    Antes fos­sem cogu­me­los..! Ele deve é andar metido no bolor.. e nas humi­da­des em geral.

    01/24/11 – 0:32

  • José Durães

    Não acho cor­recto que andem a insi­nuar essas coi­sas rela­ti­va­mente ao George. Ele só con­some dro­gas pesadas.

    01/24/11 – 0:49

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