Uma extinção com final feliz

Hoje é segunda-feira. Não vislumbro dia mais apropriado do que este para narrar uma história que tem como protagonista uma tartaruga gigante das ilhas Galápagos, pertencente à sub-espécie Geochelone nigra abingdoni. “George Solitário” é assim conhecido porque em garoto nunca brincava com as restantes tartarugas no recreio, optando ao invés disso por se recolher na sua carapaça. A sua designação advém igualmente do facto de ser o último elemento vivo da sua espécie. Como tal, está em vias de claudicar sem deixar prole que assegure a continuidade da mesma.

Esta é uma daquelas situações em que os cientistas largam a bata e tentam uma abordagem diferente. Microscópios, espectómetros de massa e centrifugadoras dão lugar a velas de incenso, música da Shakira e pau de cabinda, elementos com com os quais tentam estimular a libido de um cretáceo. O interesse na reprodução deste ser justifica-se, por um lado, com o facto de os cientistas estarem interessados em preservar, ainda que artificialmente, a diversidade do reino animal. Por outro lado, a explicação mais lógica para isto é que os cientistas possuem fetiches bizarros.

Reuniram então várias fémeas de uma sub-espécie semelhante, compatível tanto a nível sexual como emocional, que imediatamente se agarraram à carapaça de George. Informaram então o bicho de que iria participar numa experiência científica herpetóloga com vista ao estudo de técnicas de transmissão genética por via de intercâmbio de micro-climas num cenário de ausência de disputa por recursos. Posto isto, pediram a George que tivesse imenso sexo desprotegido com o seu harém.
Os dados da experiência têm sido registados atentamente. Existem vários parâmetros e fórmulas que envolvem deltas, lambdas e transformadas de fourrier. Quanto ao desempenho de George, a métrica escolhida para o classificar foi o forrobodó por minuto (fró/min).

24 de Janeiro de 2011

10 responses to Uma extinção com final feliz

  1. Pirata said:

    Qual foi o resultado dos fro/min? 😀

  2. Pedro said:

    Estás pedrado?

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